Meu nome é James Schamel, sou filho de um conde da cidade de Liverpool. Fui criado como dizem mesmo, a "pêra com leite" e que era um almofadinhas que se achava o galanteador. Desde criança, lembro-me histórias boas.
Lembro-me de como certa vez enganei um velho amigo meu: vinhamos pela estrada, comendo frutas (frutas, fique-se bem claro!) e disse a ele "Rich, a Jasmine gosta de ti!" e ele mais que apressadamente me disse "Falas a verdade ou apenas estais de gozação?". Como seria cabível a minha pessoa mentir? Mas sim, menti, por que gostava de ver a cara de cagalhão que ele fazia a cada brincadeira minha. Pobre Rich, porra, ele literalmente era pobre mesmo! Mas era um cara feio e gordo, mas sempre batia em todos em que eu apontava.
Cresci e fui para Londres, o Conde Schamel achava que eu precisava ter a melhor educação possivel, então pôs-me na Royal University of London, meu ouvinte, deves estar pensando : "Nossa, que rapaz culto e dedicado!", mas culto e dedicado são meus testículos, como diz Augus O Capitão, eu queria me esbaldar por este mundo, gastar dinheiro e deitar-me com toda moça pura, jovem, inocente, amorosa e toda aquela baboseira que lê-se em livros de Camões e seus amiguinhos engomadinhos. Pois bem, fui para a universidade e formei-me em Diplomacia, para poder viajar por terras distantes e viver a vida.
Conheci Homens (Que Homens! ahh, perdão, perdão! Engano meu...) e mulheres belas, conheci países e linguas, comidas e "comidas" incluso algo conhecido como "beijo grego", não agradou tanto quanto o nome, mas já que havia pago, iria aproveitar.
Certa vez em Marselha, numa dessas tabernas onde encontra-se de tudo, desde homens bêbados até meretrizes com seus belos sorrisos cheirando a run envelhecido (muito atraente, pode parecer o contrário, mas sim, é muito excitante!), um homem me desafiara a jogar cartas, perguntei a ele qual seria o jogo, respondendo-me logo em seguida "Tranca!". Não havia melhor "Tranqueiro" em Liv'pool do que Sir James Schamel e pensando que seria facil ganhar daquele velho marujo sem uma das pernas, sem um dos braços, sem um dos olhos, sem uma das orelhas e sem mais algumas coisas também (me senti tentado a perguntar sobre aquela parte, mas resisti.).
Começamos a partida, logo eu estava ganhando e fui acometido (do verbo estar em surpresas e não que os senhores pensaram!) por um forte sono e desmaiei por ali mesmo. Quando acordei na dia seguinte, vi a cara do Sr. Foureax rindo e dizendo que a partir daquele dia eu seria seu escravo e caso tentasse fugir, jamais chegaria aos limites da velha Marselha. "Fudeu!" foi a única coisa a qual pude pronunciar, mas por que realmente eu estava "fudido" e não havia saída.
Vivi longos anos sob a mira daquele velho e sempre protegendo meus fundilhos (haviam rumores de que os franceses gostavam de experimentar "coisas", então por segurança, estava protegendo aquilo a qual Deus havia me dado para defecar, unico e exclusivamente para tal!), mas certo dia um homem com barbas longas, cheirando a mar, run, suor e tudo aquilo que se espera de alguém que vive meses a bordo de um cacareco de navio navegando e bebendo e vomitando e obrando e todo o resto que contenha "ando" ao final. Seu nome? Isto mesmo, o famoso Augus O Capitão! Ele entrou e olhou em todas as direções, as meretrizes abriram seus sorrisos faltosos de dentes e levantaram suas anáguas, os outros piratas pararam com as brigas e todos ficaram em silêncio. Sr. Foureax disse a ele que havia um novo homem naquele bar, que se dizia o melhor em tranca e que ganharia dele facilmente, Augus lancou-me o olhar mais sanguinário a qual ja tive o desprazer de cruzar e sentou-se a me, pegou o monte de cartas e começou a jogar. Usei de todos os meus truques, cartas escondidas, apontadas de dedos, mulheres, bebidas, altas apostas e ele mantinha-se irredutível. Sua única aposta foi alta, minha pele pelo seu navio e tripulação (um louco na minha opinião!), o que iria fazer ele com um diplomata falido e encarceirado?
Tensão...
Mais tensão...
Mais um pouco para causar suspense e mantar a audiência...
Ele se levantou e disse "Vais ficar aí o dia todo? Temos mares a domar, mulheres a conhecer e cidades à saquear!" incrivel! Nunca antes em minha vida eu havia perdido uma única partida de tranca, todos ao meu redor estavam em burburinhos, comentando o incomentável, espelhando o meu maior medo a derrota! Levantei incrédulo e olhei para Foureax com um leve sorriso, apontei meu dedodo meio.
Nunca havia estado num navio pirata(juro! Não há nada mais podre!), com uma tripulação igualmente pirata, com habitos igualmente imundos, mas agora aquele era meu mundo, sim, Maverick! James havia morrido, morrido nas ruas limpas e distintas de Londres e ali, no velho porto de Marselha nascia Maverick!
Por Maverick