Era um sábado. Dia de St.Patrick's Day.
Ed, o segundo imediato estava estudando, dissecando algumas coisas, e rabiscando algo em seu livro.
Kalecgos, o cartógrafo, recusou meu convite, assim como Sagitário, o bucaneiro de bombordo.
Enfim, íamos apenas Mamute e eu.
Eu esperava carne branca (irlandesas), cerveja verde (na verdade qualker cerva, tanto faz) e quem sabe capturar algum Leprechaum, e barganhar algumas peças de ouro em troca de um prato de biscoitos com leite. Hehehehe, criaturinhas idiotas.
Meu saudoso Terceiro Imediato se contentaria apenas com um pouco de álcool.
Não foi bem o que encontramos.
O que se passava eram civis, filas, música ruim, vômito, mais filas, chapéis engraçados, muita fumaça de cigarro , e ainda mais filas. Para não falar no verde, claro.
Não me lembro de ter visto tantas coisas verdes desde que invadi os sonhos molhados de uma vegetariana...
Mas enfim, após andar um pouco, nos irritar um pouco e encontrar alguns rostos conhecidos, percebemos que o melhor a fazer seria levantar âncora ir para oeste. Rumo á saudosa Praça da Savassi.
Muitas epopéias se conta sobre mim neste lugar. Infelizmente as pessoas que este lugar freqüentam não costumam ter uma memória muito boa. E a história que estou contando é sobre nosso Mega Mamute, nosso Terceiro Imediato, então deixarei minhas aventuras deste dia para uma outra oportunidade.
Assim que chegamos, fomos recebidos por Luigi, nosso bucaneiro de estibordo, SkullBoy, Zell, e outras infames faces daquela região.
Assim que ancoramos, descemos do V. King, e o acorrentamos corretamente, começou a primeira parte da história: "Euforia"
Nas terras confortáveis da Savassi, começamos a beber. Rum, licores, diferentes cervejas, diferentes misturas. Algumas homogêneas, outras heterogêneas, e algumas claramente nocivas, outras nocivas de forma mais discreta. Se bem me lembro, me ofereceram algo que vinha com uma placa: "Pelamordedeus!11!, não beba isso".
Conhecemos pessoas, lutamos com outras, e esporadicamente lutamos com pessoas que acabávamos de conhecer.
Ahh... Foi uma noite de diversão bem sadia. Todos nos divertimos muito.
Então, um pouco desnorteados, e de ótimo humor, entramos na segunda parte da história: "Semi-lucidez"
Essa parte foi quando, após a Savassi, Subimos no V. King, e rumamos para minha casa, nos mares traiçoeiros de meu bairro.
No caminho bebebos Heineken, para tentar diluir as diferentes bebidas, e amaciar um pouco mais nossas cabeças (que, diga-se de passagem, pareciam ter sido esmagadas por um rinoceronte, de tão macias que já estavam)
Naquela noite ainda haveriam grandes acontecimentos.
Alguns dias atrás eu havia convidado alguns membros mais próximos do navio, para uma pequena comemoração, e renovação dos votos da tripulação.
Teríamos que chegar à tempo de
E assim foi feito.
Tão logo as bebidas gelaram, começaram a chegar outros integrantes do bando.
O primeiro foi Ed, o Patologista, nosso segundo imediato.
Em seguida veio Kalecgos, o Espertão, nosso cartógrafo.
Também vieram:
Markus, o Gordinho-da-Turma;
Azulão, o Azul;
Isaac, o Pipoca-na-Manteiga
Anubis e Gimpel, a dupla dinâmica;
Muitos nomes memoráveis estavam presentes, quando começamos novamente o Ritual de Encher a Cara.
(Amém)
Foi quando começou a terceira parte:
"A Quase Extinção do
A música estava alta. O melhor Viking metal que poderíamos desejar.
A bebida descia doce, o vento estava agradável. As pizzas de Javali tinham um cheiro cativante.
Mas Mega Mamute não sentia nada disso. Ou os sentia, até demais.
Ele estava cabisbaixo, ora deitado, ora sentado.
Chamei todos do bando para uma dedicatória, e o que recebi de nosso terceiro imediato, foi um encaixado soco nos testículos.
À despeito da força contida em seus braços, eu admito que não senti nada além de um mero desconforto na região genital. Agradeci ao álcool por não estar sentindo mais nenhuma dor. e pensei comigo mesmo "Amanhã isso vai doer..."
Bheuaeuaehuaeuaehuaheuahue
Logo, nosso Mamute resolveu se deitar, e ficou dormindo no meio do navio, esporadicamente tropeçando alguém.
Certos momentos, ele começou a tossir, tremer,
Aparentemente era
E, uma vez que meus oficias estavam cuidando de nosso Terceiro Imediato, não tive nenhuma preocupação além de rir tanto quanto meus pulmões suportassem de sua irresponsabilidade.
BEHAUEHAUEHAUEHUAHEUAHUEA
Até hoje rio de pensar nessa história Behuahueahueahueahuehau.
Mas enfim, por mais que hoje meu amigo Mamute diga que "Eu estava de barriga vazio, por isso o álcool fez mais efeito", o que foi visto JAMAIS SERÁ ESQUECIDO, Behuaehuaehuaehuaheuahuehaueha.
Augus, O Capitão.
[História baseada em fatos reais. nenhum mamute silvestre foi ferido durante os acontecimentos acima escritos...
...
... Ok, talvez tenha sido, heheheheh]
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