Thamina Golden


Thamina Golden – A Fêmea da Tripulação

Sou Thamina Golden, para os íntimos piratas que atracam deste navio, simplesmente Thami.
Fugi à poucos de um abuso casamento  forçado com um pirata asqueroso, e hoje me encontro aqui , mas minha história não é tão simples quanto parece.
Cresci em um condado luxuoso, sempre tive do bom e o melhor, estudei mecânica de manutenção de armas, logo, percebe-se que não sou nenhuma donzela indefesa. Porém, ainda jovem, fui capturada e posta à venda por um comerciante de escravos. Tal comerciante velejava os sete mares à procura de boas vendas, e por sorte azar (o meu, é claro) o mais temido pirata que já existiu era seu melhor cliente.
Me recordo perfeitamente do dia em que fui comprada. Um dia ensolarado, a beira mar, eu já desiludida com a minha sorte aguardava o momento em que seria comprada, até que o tal pirata aparece em minha frente e pergunta ao comerciante: “Essa aqui, quanto vale?” e o comerciante responde: “Essa aí?! Fraquinha, não agüenta nada, magricela que só, pode levar por 2 moedas de ouro”. 
Foi assim que o pirata fétido me comprou. Pude perceber o brilho nos olhos dele de felicidade, mas eu sequer imaginava o que estava por vir.
Quando ele me jogou no navio, ele resmungou alguma coisa e me trancou em uma cela, escura, fedida, e abarrotada de ratos. Algumas horas depois ele regressa, e me tira da cela. Me leva até seus aposentos no navio, e ao entrar em seu quarto me deparo com um belo vestido (confesso, o mais belo que já vi) e uma banheira de madeira com água. Ele mandou eu me banhar e me vestir que eu iria jantar. Fiquei sem entender, pois uma vez que eu era escrava, escravas não se banham e muito menos ganham presentes, mas fiz como mandado. 
Fiquei esperando e o jantar foi servido. Não era dos melhores, pois eu estava num navio pirata, mas, como eu não comia há dias, foi a melhor refeição de minha vida. Comemos em silêncio, e após, o pirata me pergunta: “Há mais alguma coisa que você queira?” , e eu assustada com a pergunta respondo em voz baixa que não. Então ele anuncia: “ Serás minha esposa, e deverás cumprir sua tarefa como mulher esta noite”. Me debulhei em lágrimas, e para minha surpresa, o pirata me deixou sozinha no quarto,  trancada. Fiquei lá por inúmeras horas, e não sabia diferenciar se era dia ou noite. 

Após algum tempo, eu, como exímia conhecedora de armas (ou simplesmente espertinha que dribla os bobalhões machos HSUAHSUAHUSH) comecei a bolar alguma forma de fugir dali. Percebi que o capitão armazenava a pólvora em seu quarto (que idiota, mas também, muito esperto não podia ser... huhu) e logo comecei a fabricar minha própria arma com os recursos que possuía. Rapidamente, com mão ágeis (apenas mãos?!) consegui “construir” algo que me seria útil. 
A tripulação encontrava-se em profundo sono, enquanto eu fugia (mas também né, depois de uma hooooras bebendo rum e fazendo sabe-se lá Deus (Deus??) o que, uma hora eles tinham que capotar, vomitar uns nos outros, tentar se matar, enfim, dormir). A “arma” (arma coisa nenhum, era só uma armazenado de pólvora, que se eu precisasse de fato usar, serviria mais pra bater em alguém que pra atirar SUAHSUHAS) foi só para o caso de alguém tentar algo contra minha fuga. Como em todo navio, havia uma balsa, pequena, para os casos extremos. Coloquei-a na água e saí remando. Não vi o capitão pirata nem sua tripulação nunca mais (babacas). Minha fuga foi a parte fácil da história, a difícil ainda está por vir. Após poucas horas remando em mar aberto, me deparo com uma forte tempestade de torrencial, e vejo a minha avó morte por uma greta. Não sabia o que fazer pra sobreviver, até que uma onda gigantesca me atingiu a partir daí não me recordo de mais nada. 
Só sei que acordei nesse navio, cheio de piratas divertidíssimos (bêbados, sempre com gim, muito rum e licor para me servir), mas com um capitão muito intrigado, que jamais permitiria a presença de uma fêmea em seu navio de machos (URG?). Contei a ele a minha história, e que eu era mecânica de manutenção de armas, e ele, inteligente que só, resolveu me “aceitar” na tripulação devido aos meus cachos dourados e à minha beleza à minha inteligência e conhecimento com armas, pois eu poderia ser útil como cozinheira conhecedora do assunto. Só sei que adoro este navio, e admiro a coragem de (desculpe capitão, não resisti huhuhu) meu capitão. 
Foi assim que me tornei Thami, uma pirata bi fêmea oficialmente. Agora chega de BLABLABLA, que como mulher, tenho que cuidar dessa TROPA, antes que eles destruam o navio. Até mais ver !!

Ah, gostaria de lembrar que nem todo pirata é sujo e fede a álcool, ok? MUAHASUHASA