11 de abril de 2011

O Laeviathan, o Partizan, e a Ilha sem Manhã

Um velho, que cheirava à rum
abordava à todos, um por um
Incomodando os acomodados do bar
Indagando qual o mais bravo de lá.

Não que alguém negasse,
mas nenhum se oferecia
para ouvir a história
que esse velho dizia

O dono do bar, antigo amigo meu
me pediu pra expulsar, esse velho caduco
"Contos de fadas, enlouqueceu.
De tanto navegar, deve ter ficado maluco"

Não que estivesse interessado,
mas no caminho até porta, ouvi o que ele falava
E admito que fiquei um pouco espantado
com a seriedade de seu tom quando ele narrava:

"Maior que o galeão de um almirante
e mais pesado que um navio mercante
Uma criatura como nunca vi na terra,
com o poder de 100 navios de guerra.

Esquecido na ilha mais remota destes mares,
que não conhece o alvorecer ou o poente
Onde o sol se esconde, e é noite eternamente
Onde só há perdição, e nunca é de manhã
Reina supremo, O dragão marinho: Laeviathan"



E agora me arrependo tardio,
de não ter ouvido com atenção.
Quando depois do redemoinho
Acordo nesta ilha de escuridão

E não ajuda depender dos ouvidos
Quando tenho que logo tampá-los
Pois ouço longe um rugido
e sinto meu suor descer gelado.

Sabia que não deveria ter vindo para este mar
Todos o evitam. Pelo menos os de mente sã.
Agora me encontro numa caverna a andar
apenas com minhas roupas e meu partzan.



E a primeira luz que vejo, indica a saída.
um caminho para a superfície,logo me reanima.
E sigo rápido o resto do caminho.
Mas a esperança foi vã.

Quando saio, vejo a enorme criatura erguida,
E uma tempestade explica a escuridão acima.
Uma tempestade, um redemoinho,
e abaixo o próprio Laeviathan.

                     - - -

Muitas rochas, areia escura, chuva no rosto
A visão era agressiva mas a lança estava em mãos
Mais cedo ou mais tarde teria que matar o monstro
E a tempestade não melhorava minha situação

As pedras escorregadias, e a areia grossa
Não eram um problema tão grande para mim
Laeviathan estava atacando um navio infeliz
Me aproximei, rezando para não ter o mesmo fim

Eu havia perdido meu navio, mas nem por isso a viagem
Sabia que se o soberano da ilha estivesse morto
poderia procurar a tal perdida  passagem
que me levaria rapidamente para o porto

E se a lenda que ouvi estiver certa,
Em algum lugar nesta ilha deserta
há um tesouro esquecido enterrado.
E aos demônios, se o velho estiver errado.

Por agora,  subo no monstro ocupado
tenho que aproveitar o momento.
Pobre navio, logo será afundado
mas tem meu agradecimento.

Nadadeiras tão grandes quanto as portas de um castelo
Pele dura, toda coberta de escamas e espinhos
olhar fundo e opaco como todo monstro marinho
Mas despido de armas, armaduras ou helmo.

Então escolho onde a carne é mais macia
a melhor forma de matar uma criatura como essa
Subo pelas escamas e sua espinha
Rumo à um único golpe na cabeça.

Mas assim que destrói sua vítima completamente
percebe em seu longo pescoço minha presença
e se balança, contorce e gira livremente
Como se não soubesse que é alto demais para que eu desça

Se sua intenção fosse me jogar na água
ele certamente teria sucesso imediato
mas escorreguei ao longo de sua cauda
E, pego de surpresa, fui arremessado para o alto

E entre a tempestade e a boca que se abria sob mim
Escolher seria uma atitude vã
deixei que a gravidade fizesse a escolha enfim

e apenas empunhei o partizan

E até hoje não sei a explicação certa para o que se seguiu
Talvez a proximidade da nuvem, ou o material da arma usada,
Ocasionaram a cena épica, que, por enorme azar ninguém viu
O raio caindo, minha lança em chamas, simultâneos à enorme cabeça sendo decepada.


Augus, O Capitão

9 de abril de 2011

A História do Mamute que quase entrou em Extinção [baseada em fatos reais]

Para entender o que levou nosso companheiro Mamute a quase ter o mesmo destino que os outros de sua espécie, tenho que contar a história à partir do começo.

Era um sábado. Dia de St.Patrick's Day.
Ed, o segundo imediato estava estudando, dissecando algumas coisas, e rabiscando algo em seu livro.
Kalecgos, o cartógrafo, recusou meu convite, assim como Sagitário, o bucaneiro de bombordo.
Enfim, íamos apenas Mamute e eu.

Eu esperava carne branca (irlandesas), cerveja verde (na verdade qualker cerva, tanto faz) e quem sabe capturar algum Leprechaum, e barganhar algumas peças de ouro em troca de um prato de biscoitos com leite. Hehehehe, criaturinhas idiotas.

Meu saudoso Terceiro Imediato se contentaria apenas com um pouco de álcool.

Não foi bem o que encontramos.
O que se passava eram civis, filas, música ruim, vômito, mais filas, chapéis engraçados, muita fumaça de cigarro , e ainda mais filas. Para não falar no verde, claro.
Não me lembro de ter visto tantas coisas verdes desde que invadi os sonhos molhados de uma vegetariana...

Mas enfim, após andar um pouco, nos irritar um pouco e encontrar alguns rostos conhecidos, percebemos que o melhor a fazer seria levantar âncora ir para oeste. Rumo á  saudosa Praça da Savassi.

Muitas epopéias se conta sobre mim neste lugar. Infelizmente as pessoas que este lugar freqüentam não costumam ter uma memória muito boa. E a história que estou contando é sobre nosso Mega Mamute, nosso Terceiro Imediato, então deixarei minhas aventuras deste dia para uma outra oportunidade.

Assim que chegamos, fomos recebidos por Luigi, nosso bucaneiro de estibordo, SkullBoy, Zell, e outras infames faces daquela região.

Assim que ancoramos, descemos do V. King, e o acorrentamos corretamente, começou a primeira parte da história: "Euforia"
Nas terras confortáveis da Savassi, começamos a beber. Rum, licores, diferentes cervejas, diferentes misturas. Algumas homogêneas, outras heterogêneas, e algumas claramente nocivas, outras nocivas de forma mais discreta. Se bem me lembro, me ofereceram algo que vinha com uma placa: "Pelamordedeus!11!, não beba isso".

Conhecemos pessoas, lutamos com outras, e esporadicamente lutamos com pessoas que acabávamos de conhecer.
Ahh... Foi uma noite de diversão bem sadia. Todos nos divertimos muito.

Então, um pouco desnorteados, e de ótimo humor,  entramos na segunda parte da história: "Semi-lucidez"
Essa parte foi quando, após a Savassi, Subimos no V. King, e rumamos para minha casa, nos mares traiçoeiros de meu bairro.
No caminho bebebos Heineken, para tentar diluir as diferentes bebidas, e amaciar um pouco mais nossas cabeças (que, diga-se de passagem, pareciam ter sido esmagadas por um rinoceronte, de tão macias que já estavam)

Naquela noite ainda haveriam grandes acontecimentos.
Alguns dias atrás eu havia convidado alguns membros mais próximos do navio, para uma pequena comemoração, e renovação dos votos da tripulação.
Teríamos que chegar à tempo de arrumar a casa colocar as bebidas que levávamos para gelar.
E assim foi feito.
Tão logo as bebidas gelaram,  começaram a chegar outros integrantes do bando.
O primeiro foi Ed, o Patologista, nosso segundo imediato.
Em seguida veio Kalecgos, o Espertão, nosso cartógrafo.
Também vieram:
Markus, o Gordinho-da-Turma;
Azulão, o Azul;
Isaac, o Pipoca-na-Manteiga
Anubis e Gimpel, a dupla dinâmica;
Muitos nomes memoráveis estavam presentes, quando começamos novamente o Ritual de Encher a Cara.
(Amém)
Foi quando começou a terceira parte:
"A Quase Extinção do Elefantinho Panaca  Mamute"

A música estava alta. O melhor Viking metal que poderíamos desejar.
A bebida descia doce, o vento estava agradável. As pizzas de Javali tinham um cheiro cativante.

Mas Mega Mamute não sentia nada disso. Ou os sentia, até demais.
Ele estava cabisbaixo, ora deitado, ora sentado.
Chamei todos do bando para uma dedicatória, e o que recebi de nosso terceiro imediato, foi um encaixado soco nos testículos.
À despeito da força contida em seus braços, eu admito que não senti nada além de um mero desconforto na região genital. Agradeci ao álcool por não estar sentindo mais nenhuma dor. e pensei comigo mesmo "Amanhã isso vai doer..."

Bheuaeuaehuaeuaehuaheuahue

Logo, nosso Mamute resolveu se deitar, e ficou dormindo no meio do navio, esporadicamente tropeçando alguém.

Certos momentos, ele começou a tossir, tremer, vomitar sangue, ter alucinações, espasmos involuntários, e imediatamente enviei Kalecgos e Ed para verem o que se passava.
Aparentemente era uma doença chamada "Frango-pra-caralho-que-bebeu-demais" apenassono somado ao frio do casco do navio.
E, uma vez que meus oficias estavam cuidando de nosso Terceiro Imediato, não tive nenhuma preocupação além de rir tanto quanto meus pulmões suportassem de sua irresponsabilidade.
BEHAUEHAUEHAUEHUAHEUAHUEA
Até hoje rio de pensar nessa história Behuahueahueahueahuehau.
Mas enfim, por mais que hoje meu amigo Mamute diga que "Eu estava de barriga vazio, por isso o álcool fez mais efeito", o que foi visto JAMAIS SERÁ ESQUECIDO, Behuaehuaehuaehuaheuahuehaueha.


Augus, O Capitão.
[História baseada em fatos reais. nenhum mamute silvestre foi ferido durante os acontecimentos acima escritos...

...

... Ok, talvez tenha sido, heheheheh]

8 de abril de 2011

A História de BlackDuck e a Dívida à ser Cumprida

Isso aí companheiros, esta será a história de como nosso companheiro BlackDuck, o Descascador de Batatas, entrou no bando.

Isso foi quando eu estava voltando de minha viagem à Irlanda, na época que a neve cobria esta terra.

Eu estava fugindo de alguns insistentes marinheiros em minha humilde jangada. O frio fazia meus ossos tremerem e meus testículos se acolherem mais junto ao corpo. Mas a despeito do frio, meu coração estava quente. Não conseguia conter a ansiedade de reencontrar meu precioso navio, V. King.

Segurei a parte posterior da jangada com os braços, e com todo o corpo n'água, comecei a nadar, empurrando meu maio de transporte com toda minha força de vontade.
No tempo que minha cabeça estava submersa nas águas geladas o suficiente para matar um mamute, ouvi dois sons. 
O primeiro foram os pequenos fungos, anfíbios e mamíferos que viviam em minha barba tremendo e reclamando do frio.
O segundo foi um rugido. Um rugido Animalesco. Um rugido tenebroso. UM RUGIDO AVASSALADOR. Foi foda.

Soltando minha jangada, mergulhei. Tive que quebrar alguns blocos de gelo que estavam entre mim e a origem do rugido, para então perceber que não precisava ir em sua direção. Ele já estava vindo ao meu encontro.
Era algo como uma gigantesca tartaruga marinha, a face mais horrenda que a de um escocês, e três chifres, que nem um amigo meu.

Com um movimento rápido de pernas (agradeço do fundo do coração por ter feito curso de dança de salão) consegui evitar a investida do monstro do tamanho de um galeão da marinha. 
Não posso dizer que os marinheiros tiveram a mesma sorte, ou a mesma habilidade com o leme que eu tive com minhas pernas fortes e cabeludas.

Os ouvi gritando e atirando, e quando subi, o que encontrei foi o rastro de destruição da criatura.
 Logo ela se virou para mim.
E mais ágil do que a ejaculação precoce de certos integrantes desse navio (BHEUAHEUAHEUAHEUAHUEAH, vocês sabem d quem estou falando) investiu contra minha jangada.




Num rápido salto, subi em minha única saída daqueles mares gelados, segurei firmemente as mandíbulas do tamanho de carroças da criatura, e com uma força hercúlea dividi o animal em duas metades iguais. Isso mesmo. Não duvidem da força de seu capitão.

Entre as vísceras, órgãos, e outras coisas sengrentas que  essas coisa têm em seus buchos, percebi caindo tijolos, paredes, um quadro deveras bonito de uma senhorita nua, e várias batatas.
Várias, várias batatas.

Então no céu, vejo um ponto escuro, catando tantas batatas quanto consegue em sua tragetória ao mar.

Sem saber, eu havia partido em duas a morada de BlackDuck, o Pirata Plantador de Batatas, que estava cultivando batatas e fazendo seus deveres piratas dentro do sistema digestivo do monstro marinho.

Desde então, permito que o temível BlackDuck esteja em nosso navio, com a condição de plantar e descascar batatas, limpar o chão, carregar tacos de golfe e ajudar na hora de montar a bateria e ligar as caixas de som durante os shows.

Músico, vamos cantar uma música em homenagem ao BlackDuck.
Assim que ele afinar os instrumentos e ligar as caixas de som.


Capitão, o Capitão

[Idéia de BlackDuck, o descascador de batatas]

Bem Vindo à Bordo, e Cuidado onde pisam!

Bheaeuaehuaehaueuaehuaehua!!
Isso mesmo, cuidado para não pisarem em alguma garrafa, vômito ou um de meus companheiros caídos.

Nosso navio já passou por mtas ilhas, e essa tripulação adora brincar de escapar da morte certa.
Acho que obriga-los à escrever nossas aventuras aqui, é a única forma de impedir que eles façam mais e mais baderna.

Temos irlandeses, escoceses, lusitanos, germânicos, pagãos, cristãos, bretões, glutões, Camões e camarões em nosso navio.
E vocês não fazem idéia da dificuldade que é manter esses bárbaros ocupados.
Ex-Vikings, Ex-Corsários, Ex-homossexuais, Ex-Namoradas, tudo bem auto Ex-plicativo BEHAUEHAUEHUAEUAEHE

Se quiser ouvir nossas histórias, traga bom rum, cuidado onde pisa, e fique atento às garrafas que são ocasionalmente arremessadas nas cabeças dos incautos.

Capitão, O Capitão.